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Da série: Vale a pena ler de novo 

 

 

 

Sim, tempus fugit.

 

(A todas as pessoas que fazem de meu tempo, algo digno de ser amado)

 

 

 

 

Hoje não quis beber. Não saí.

 

Embora o amargo/semi-doce da cerveja gelada me fosse convidativo.

 

Desejei-me sóbria para poder visitar outros espaços que para mim revelaram-se.

 

Estou prestigiando minha nostalgia.

 

Coisa propícia em uma noite de lua cheia. (de melancolia).

 

Mas, minha saudade não vive em algo distante, é o agora nostálgico que me povoa.

 

É uma consciência leve que por instantes me mostra o “re-encantamento do mundo”.

 

E isso é tão belo, que; triste.

 

Hoje estou com saudade de tudo que ando fazendo e vou fazer.

 

É como ficar de coração apertado sabendo que o hoje, amanhã será ontem, e já foi.

 

Por isso, estou com saudades das conversas amenas e infantis,

 

no chão de minha sala.

 

As frustrações e ansiedades divididas nas mesas dos bares...

 

Esses dias em que as palavras nem são usadas, e nos entendemos.

 

Saudade de tudo que durará tão pouco...

 

São livros, filmes, roupas, confissões, tensões ( tesões), e alegrias compartilhadas.

 

Pensa-las distante, é morrer de véspera.

 

Mas, como não morrer (aos poucos) quando se tem certeza da morte chegando?

 

Em sua, “Oração do Tempo” o Caetano diz;

 

“Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, tempo, tempo, tempo, tempo,

 

entro num acordo contigo, tempo, tempo, tempo, tempo.

 

Por seres tão inventivo e pareces contínuo, tempo, tempo, tempo, tempo,

 

és um dos deuses mais lindos.”

 

Em minha oração pessoal pediria a esse deus tão lindo, muito carinho para comigo.

 

O tempo que foge irreparavelmente, me atordoa.

 

Tenho sede dele, mas quando o tenho, bebo com a mais pura calma.

 

Delicio-me querendo mais.

 

Hoje, tentarei viver o momento que me é roubado a todo instante

 

mas, continuarei tendo saudade de tudo que é tão bom.

 

 

                                                                    ****

 

 

Obs: Há pouco mais de um ano escrevi esse “profético” texto

 

prevendo o que na verdade já parecia ser inevitável

 

a ida de pessoas que amo para longe.

 

Eu já sabia que a saudade faria de mim sua morada.

 



- Postado por: Delia ?s 04h27
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Poesia tem que ter asa
palavra sem asa não é
poesia
a asa da minha poesia
é a palavra vadia que
foge a cada testemunhar
castanho de suas íris
E vão além do sons
da boca que fala
E vão além do sons
do ouvido que ouve
testemunha o tempo
e nele permanece
fazendo-se
asa palavra
vadia ou
vadia palavra
de asa.

 



- Postado por: Delia ?s 14h51
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Assim como a chita barata
que vive a efemeridade
de suas cores
Sigo aproveitando a luz
e expondo minhas flores
Antes que o tempo
que o sol
ou uma moça alheia
me rasgue sem vontade
e eu desbote
e fique feia.

 

 

 

Créditos da imagem: aqui



- Postado por: Delia ?s 00h51
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