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Sensação de desconforto ininterrupto,(de saber-me existir) dor fina e muitas vezes aguda.(de reconhecer-me assim... de novo)
Tenho que sangrar. E sangrar intensamente.
Há tanto em mim, que preciso escrever, tornar matéria os meus fantasmas. 
Espero mais uma madrugada...

 

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias." (Clarice Lispector)



- Postado por: Delia ?s 16h45
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Etimo(logias) de Botequim

"Oh, quer saber a verdade? Eu acho que tudo isso, todas essas coisas que terminam com 'ade' são muitos difíceis de categorizar, e de especificar! A gente acaba repetindo  os conceitos, mas no 'pega-pra-capá', não é nada do que se diz.
Porquê assim, palavras como 'felicidade', 'identidade', 'fidelidade', não são facilmente descritas, é tudo muito pessoal, é abstrato demais, pra definir e a gente só reproduz a besteira. Quer ver?"
Perguntou ela deixando o copo na mesa, inclinando a cabeça para  frente e fazendo um gesto nas mãos como se as virassem de baixo pra cima, no sentido horário e anti horário.
"Quer ver? IDENTIDADE. Como é que se danado define a identidade de alguém? Pela cor? Etnia? Estado Civil? Situação financeira? Profissão? Ou tudo isso? Ou nada disso? É muito confuso...
Posso dizer sou branca, solteira, estudante-desempregada. E não dizer absolutamente nada sobre mim. Nada sobre minha identidade.
Outro exemplo: FELICIDADE! Puta merda... essa tal felicidade...
Não há uma igual a outra, nem nenhuma que se repita da mesma forma. Então que merda é felicidade? É um momento em que ficamos alegres? Estamos felizes? É isso? Então alegria é o mesmo que felicidade? "
E dá um gole bem profundo na cerveja já meio quente.
"É claro que não é! Alegria é uma coisa tão besta que pobre como eu nem vê por durar tão  pouco. Não! Felicidade é mais! E tão maior, que ninguém sabe dizer exatamente o que é."
Nesse momento o celular bipa, ela olha uma mensagem e dá uma risadinha sacana, como lhe é de costume...
"Fidelidade!?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar!"
Acende um cigarro solta os cabelos, os prende novamente e fala quase num cochicho:
"Amiga, você sabe né? Eu como boa sapatão, pseudo-intelectual-pequena-burguesa, amo minha mulher e quero dar/comer à humanidade toda."
E disparou numa gargalhada rouca e desproporcional pro tom da frase anterior.
"Sexo e amor. nada a ver. Coisa bem desencontrada essa! Quem inventou essa junção não entendia nem de um nem de outro. Porque, ser fiel pra alguns é aguentar o tesão, prender a vontade e não comer a próxima (da próxima), já pra outros é só fazer o que sente, com vontade, é ser sincero até nas horas em que os fiéis mais catedráticos, não o são.
E agora pensando, é engraçado isso tudo, a maiorida das vezes a gente fala , fala, fala, e acaba não dizendo nada né?"
Sem esperar resposta ela mesma responde:
"Pois é, pode crer."

- Postado por: Delia ?s 20h07
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Ar rarefeito.

 

 

 

Que alívio sentir as lágrimas escorrendo.

É como se saísse um pouco de tudo que é tão massificado.

Matéria bruta que aperta e sufoca.

O corpo anda cansado,

há tanto peso sobrecarregando-o,

há tantos tecidos musculares rijos de tensões,

há ainda o sono (quase sempre induzido) que envolve o sonho numa fuga da realidade indesejada.

Há a exaustão. Há o medo.

Medo de morrer, medo de viver.

Taquicardias, mãos suadas, braços dormentes,

visão turva...

O que dizer?

É triste perder o belo que se exibe lá fora.

É o tempo absoluto em ação ininterrupta.

Aqui tudo estático e lento.

Mórbida dor de estar viva.

 

 



- Postado por: Delia ?s 14h54
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