Meu perfil
BRASIL, Nordeste, NATAL, Mulher
MSN - adeliadanielli@hotmail.com




Hist?rico:

- 01/12/2008 a 31/12/2008
- 01/11/2008 a 30/11/2008
- 01/10/2008 a 31/10/2008
- 01/09/2008 a 30/09/2008
- 01/08/2008 a 31/08/2008
- 01/06/2008 a 30/06/2008
- 01/04/2008 a 30/04/2008
- 01/03/2008 a 31/03/2008
- 01/02/2008 a 29/02/2008
- 01/01/2008 a 31/01/2008
- 01/12/2007 a 31/12/2007
- 01/11/2007 a 30/11/2007
- 01/10/2007 a 31/10/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007
- 01/08/2007 a 31/08/2007
- 01/07/2007 a 31/07/2007
- 01/06/2007 a 30/06/2007
- 01/05/2007 a 31/05/2007
- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/12/2006 a 31/12/2006
- 01/10/2006 a 31/10/2006
- 01/08/2006 a 31/08/2006
- 01/06/2006 a 30/06/2006
- 01/05/2006 a 31/05/2006
- 01/04/2006 a 30/04/2006
- 01/01/2006 a 31/01/2006
- 01/11/2005 a 30/11/2005
- 01/10/2005 a 31/10/2005
- 01/09/2005 a 30/09/2005
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/06/2005 a 30/06/2005



Outros sites:

- Rango na Madrugada
- Substantivo Plural
- Mulher na Janela
- Girassol Noturno
- Nome do Poema
- Efemeramente Denise
- Tabernáculo
- Renato melo
- kaefe
- Simona Talma
- Bossa Velha
- Parte de Mim
- Renato (imagens)
- Silêncio da Boca
- Versos Delírios
- Lavra alma
- O Carapuceiro
- Chacal
- eraOdito
- Contos Interditos
- Balaio Porreta
- Paraíso Perdido
- Acontecimentos - Antônio Cícero
- Antônio Prata
- O que mais ninguém vê
- Potiguarando
- Vagabunda poesia
- Grupo Casarão de Poesia
- Cefas Carvalho
- Pablo Capistrano
- Helder Macedo
- TodosOsDiscosQueOuvi
- Casa das Musas
- Blog de 7 cabeças
- Traversuras
- E o que é poesia?
- Os Poetas Elétricos
- Menina Gauche
- Luiz Alberto Machado
- Meio Amargo



Indique esse Blog


Código html:
Cristiny On Line



 

Enfim. Bem, não sei exatamente porque comecei com essa semi-conclusão, mas foi a primeira palavra que pensei quando aqui sentei pra escrever-lhe. Talvez o sentido esteja no turbilhão de palavras que nascem em mim quando penso em te dizer algo, e são tantas e de tal forma e rapidez que nem consigo alinha-las, elas  simplesmente acontecem em mim e quando tento exprimi-las... já o são.

Mas, chega de metalinguagem. Não quero estragar tudo explicando-lhe as coisas,  já entramos no consenso de que o melhor é “não entender”.

Não sei se sabes, (creio que não) te elegi companheira de “curiosidades metafísicas e filosóficas”. (vi em ti a mesma sede).

Mesmo com as angústias e a (não) consciência de que no fundo nada saberemos, vem a questão; porque não tentar? Acho que as respostas se tornam secundárias, quando estão diante de questões encharcadas de uma boa bebida, de um som harmonioso e de uma companhia que nos encha os olhos e coração. (você). É isso. Quero o prazer de poder muitas vezes dividir-me com você, mas não de uma forma terapêutica auto-avaliativa, mas das formas mais dionisíacas, mais livres, mais carne e mais osso, possíveis.

Há tanto pra se dizer, inúmeras páginas para serem lidas e litros e litros pra “nos devorar”.

(Odes a Baco à parte, minha vida certamente é mais rica por tê-la.)

Fá, tenho sede de tanto, e ao mesmo tempo de tão pouco, e por mais estranho que pareça repito claramente, vejo em ti a mesma sede, sinto quase que degustando a “secura” de nossas bocas em busca de...

Ah, uma dúvida agora me ocorreu, e quando estivermos cansadas, bem mais velhas, mais chatas, mais intolerantes, menos bonitas, mais exigentes, mais com esse nosso “ar” intelectual-pequena-burguesa,  alguém ainda nos suportará?

Acho que gritarei: “amiga, salve-me de tanta mediocridade “ e nos abraçaremos bêbadas em algum lugar cheirando a incenso, e  no som um blues assassino nos matando aos poucos dirá por uma voz rasgada “ summertime and lives easy” (qualquer semelhança com “os sobreviventes” dos “Morangos” do Caio não é mera coincidência)

Mas não, não quero fins trágicos, apesar de ter um “pé” no drama, quero mesmo nos imaginarmos bem , embora inquietas, sempre inquietas.

 Fá,  não  sei  se você  percebe, mas é que as vezes posso parecer dispersa quanto a nossa amizade, mas de fato não é por falta de vontade de sua presença, e sim, por total domínio do tédio no meu cotidiano sem alma, por isso;  Salve-me! Salve-me sempre que puder, será (como já percebeu) um prazer estar por perto.

Bem, já estou quase no fim da cartinha e tenho ignorado o motivo real dela, seu aniversário, mas como não tenho conselhos otimistas e meus maiores votos ficam no âmbito das suas  experiências particulares e “empíricas”(rs), quero te dizer uma dessas coisas que só dizemos em momentos especiais...

Fá, tem uma coisa que acho lindo em você, sua capacidade de ver as nuances, de descobri-las, de assimila-las na sua visão privilegiada, te admiro por isso, admiro o modo como consegue ser sensível e extrair beleza das coisas simples (uma meta pra mim). Adoro quando você me relata pequenas coisas como fatos notáveis, isso é encantador, e faz sempre com que seu sorriso seja mais bonito no fim de cada frase. Cultive isso.

Bem, desculpe pelo pouco, mas espero ter dito que pra mim, você é essencial nessa sucessão de loucos momentos que chamamos de vida.

 

Amor,

 

Delia

 



- Postado por: Delia ?s 09h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 

4:42 da madrugada, mais uma noite insone vivida através de poucas páginas de um livro, de filmes velhos e programas de igrejas na tv.

Mais uma madrugada, e acabo me lembrando agora de uma música de Cazuza "mais uma dose, é claro que eu tô afim , a noite nunca tem fim , porque que a gente é assim?" Mas hoje não bebi, na verdade nunca bebo em casa, só em dia de festa, e as vezes nem isso porque tenho que ficar legal, caso alguém se exceda( o que geralmente acontece). Nunca bebo sozinha em casa, e por mais deprimente que minhas noites/madrugadas se revelem acabo ficando sempre " de cara".

Nunca estoco bebida, e odeio estar de ressaca em dia de semana. Acho que é melhor assim, não sei onde estaria se cada noite sem sono fosse regada a algumas taças ou copos com teor etílico, em meu quarto.

4:45 Essa hora meu pai deve estar trocando de roupa pra sua caminhada diária, e olha onde estou, sentada em frente a um pc velho, balançando a perna com impaciência, com o corpo cansado, e cheia de muita coisa dessa minha merdinha de vida.

Acho que só agora no alto dos 27 estou começando a entender que quanto mais queremos uma coisa, mais distante ela se torna, pois quando desejamos só por desejar, só desejamos, mas não nos ligamos em toda dificuldade que existe entre o desejo e realização, mas ao contrário quando queremos muito uma coisa, todas as dificuldades ficam enormes na nossa fuça piscando bem grandão pra gente. Porra, acho que não quero querer mais nada! (Paradoxal? Hum?? Sou eu né?)

É, mas a grande bosta da vida é saber das coisas, ser alienado é muito melhor, ter fé é quase uma benção.

Já pensou ter consciência de que tudo tem uma probabilidade enorme de não acontecer? Nossa, é melhor acreditar que um dia vai ganhar na mega e que nunca nada de mal vai nos acontecer. Tudo é melhor se visto assim...

"...Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?" Renato Russo sabia bem o que eu quero dizer. É um sentimento que alguns podem chamar de pessimismo, rebeldia, descrença, ou seja lá o que for, não importa. O que importa é que não consigo fechar os olhos pra tudo que vem acontecendo no mundo, na cidade, na vida dos meus amigos, dos meus pais... E não só penso em violência, mas penso também na dureza que é viver ( dureza em todos os sentidos).

Fui criada com conforto, com tudo nas mãos literalmente, café na cama, roupas novas, revistas, discos/cds, viagens etc. Mas não tive o essencial, não me disseram o quanto à vida era filhadaputa. Mas acabei aprendendo, porque era inevitável que fosse assim.

Ainda estou aprendendo na verdade, descobri que não sou a mais bonita, descobri que não sou a mais inteligente, descobri que pessoas podem não gostar de mim (e não gostam) descobri que o sempre gostei de escrever não significa nada há não ser pra mim (às vezes nem isso), descobri o que é sonhar em ter uma "casa própria" e nem ter idéia de como comprar,  descobri como é difícil sermos nós mesmos, descobri que posso simplesmente por um ínfimo motivo um dia nunca mais acordar ( e meus pais também o que me causa desde que despertei para o fato, grande temor e tristeza por morar longe) descobri que sim, que tudo pode dar errado, e é mais fácil que dê mesmo já que o tempo corre, e nada acontece como eu imaginava.

Estou tentando não escrever tantos palavrões, mas fazer o que, se nada mais expressa tão bem o meu momento? Então: PutaquePariu, merda, bosta, caralhoooooooo.

 Eita, já amanheceu, que bom! Isso me acalma um pouco. Sei lá, acho que de dia as coisas parecem mais ingênuas, acho que são os passarinhos cantando, ou a luz que é linda, mas não forte, e que olhar não machuca só alimenta.

Aqui do oitavo andar dá pra ver as dunas que precedem o mar, e fico imaginando o quanto seria bom estar sentada na areia ouvindo o barulho, sentindo o cheiro da maresia, lendo algo de Zíla ou Rubem Alves.

 Só de pensar me acalmo, nem quero mais os palavrões, quero é caminhar assim como meu pai, mas talvez eu não vá, porque quase sempre meu desejo se basta no pensamento, na realidade não tem muita graça.

...É, como sempre soube, escrever é bálsamo. Ainda que revele minha inconstância e esquizofrenia (e minha pobre literatura).

Mas...Está valendo.

 

 



- Postado por: Delia ?s 09h16
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




******

Sonhos de uma noite de verão... ( nada de Shakespeare)

 

Clarice, Clarice... Clarice in my mind.

Minhas relações com Clarice não são passageiras, embora aparentem ter sempre um fim, não tem. Demoram pra acontecer, e por toda a densidade que as envolvem percorrem caminhos que não tem atalhos, e sim muitas pedras soltas. Dezenas de páginas tornam-se centenas, milhares até. Leio, paro, releio, grifo, continuo. E nesse movimento quase erótico vou seguindo.Clarice.

Sentenças que resumem à vida. Palavras que multiplicam-se em todas as outras. Dúvidas que se encontram no silêncio. Inquietação.

*****

A poesia resiste.

Nela me ponho a tentar ver

Tento olhar como se lente

Tento viver

Como se possível.

 *****

A falta que ela me faz.

 

Ópio de minh´alma

Bálsamo, água e pão

Mergulho em profundezas

És tu solidão.

 

Anjo de duas faces

Rainha dos atormentados

Carrasca dos carentes

És tu solidão.

 

Odes ou blasfêmias

Tudo em teu nome

 

És tu solidão.

 

 

****



- Postado por: Delia ?s 18h25
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Alguns devaneios....

Desejos de início de ano...(atrasados)

Quero tanto um ano diferente, estou torcendo por coisas, acontecimentos, mudanças, mas por enquanto não fiz nada de efetivo para que se concretizem minhas vontades, ainda que haja coisas das quais estou dependendo de outros, sei que outras posso pelo menos começar a realizar mas, cadê a coragem?

Quero escrever mais esse ano, isso é um dos meus maiores desejos. Quero ler mais, ver mais filmes, conhecer mais pessoas para que eu converse mais sobre esses livros, textos, filmes, e por aí adiante. Quero me apaixonar por algum álbum desconhecido, adota-lo para a minha vida e torna-lo trilha de muitos momentos. (Assim como Pré pós-tudo-bossa-band  da Zélia  foi meu eleito ano passado).

Quero conhecer uma nova cidade, quero passar mais tempo com o João.(vê-lo crescer) Quero trabalhar. Quero noites de lua, vinho e música. Quero emagrecer. Quero fazer mais uma tattoo (quem sabe?) Quero talvez um piercing e talvez comprar panelas e uma geladeira. Quero morar só.

Quero freqüentar direitinho às aulas, quero realmente aprender.

Quero chegar ao fim do ano sentindo que muita coisa aconteceu.

 

  *****

Crimes bárbaros, violência, medo, muito medo.

Revolta, tristeza, desesperança, depressão.

Impunidade, injustiça, fome, miséria, falta de humanidade.

Tudo-e-r-r-a-do.

E a vida vai seguindo e vamos esperando para ver, como num filme de suspense, qual será o próximo. (somos kamikases só em estarmos vivos)

Natal, carnaval, big brother, qualquer coisa pra “esquecer”.

Mais de 24 mil para os deputados, ônibus incendiados, carros incendiados, trabalhador sendo agredido por prefeito de metrópole, obras inseguras, vidas destruídas, mortes diárias, co-ti-di-a-nas. E como esquecer?  Criança sendo arrastada por quilômetros

Televisão na madrugada, insônia, companheira fiel, canal direto muitas vezes pra cultura, outras pra total ociosidade-parasita. Programa de índio, digo, de igreja, e como já tinha ouvido falar pela voz do povo (que dizem ser a Dele) “mente  vazia, oficina de crente”.

Tema: Homosexualismo, opção ou problema genético?

Opiniões infames, medíocres, diria sinceramente até, tristes, dignas de dó.  “São doentes”, muitos diziam, “são safados” outros afirmavam.  E assim continuamos...

Um fanático de garganta potente, num ponto de ônibus da cidade insiste em proferir:

 “Ladrões, assassinos, estupradores e homossexuais, não terão o perdão de Deus”.

Cansada, com fome, com calor, irritada com o barulho dos gritos e da cidade tive que engolir no seco. Não conseguiria fazer nada a não ser esmurra-lo.

 



- Postado por: Delia ?s 18h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________