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"Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem..."

 

Onde tudo começa? Quais são as coisas as quais devemos dar realmente relevância na vida? Quando se está frente à morte sobre o que deveremos lembrar? Alguns diriam que o que se deve recordar são simplesmente os momentos que nos deram alegria. Mas, não seria medíocre e desonesto de nossa parte lembrarmos apenas do que nos deu aquele sentimento fugaz de contentamento? Aquela emoção efêmera diante de um todo que injustamente é ignorado?

Não faço apologia aqui aos momentos de loucura, fúria ou medo, mas, ao todo.

O belo pra mim é o todo, é momento do rosto molhado de lágrimas na solidão, é raiva contida pela racionalidade, é o perdão, é medo de errar, é o erro, é à vontade de viver, são os sonhos que se realizaram os que ficaram na imaginação, as dores que causamos, o sabor do perdão, do arrependimento, da humildade, são os foras que damos e levamos, as injustiças que cometemos, os momentos de embriaguez, de gozos, de excessos. Os dias nascendo, as noites chegando, as chuvas lavando, os "sois" secando, as nuvens criando, a crianças trazendo, os velhinhos levando...

É o todo! É aquilo que constrói uma pessoa e o que a torna bonita, interessante, é o todo.

É lindo tentar captar a essência de alguém o que a tornou o que é, o que realmente a constitui, e apesar de todas as significâncias genéricas que influem nessa formação, o que venho a ressaltar não se trata de uma construção involuntária, fruto de inúmeras questões de discussões de cultura, poder ou semelhantes, falo do individual, do único, do próprio. De perceber que aquela noite na varanda da casa de praia junto aos amigos, mudou sua vida para sempre, que as revistinhas que ganhava aos domingos a fizeram gostar de ler durante toda vida, que alguns beijos foram totalmente esquecidos enquanto outros, jamais foram. Ando tentando me desconstruir, e talvez espalhando as peças por sobre a mesa eu enxergue as coisas com mais facilidade. Me conhecer, há tempos é o meu objeto, acho que não há nada mais importante ou de maior sentido que isso, pois esse é o caminho para vários outros. Já dei alguns passos, e vejo que o caminho é longo mais estou feliz com os pequenos progressos que obtive. Espero um dia (nem que seja ante a morte) poder ver o belo (todo) que há em mim, seja fechado em uma caixa com um laço vermelho em cima, ou em pequenos ( e profundos) pedaços.

(a segunda opção é bem mais interessante...)

 

P.S: o belo não é certo ou perfeito, o perfeito é feio e chato hehehe.

 

Devaneios pós-filme "Invasões Bárbaras" (Les Invasions Barbares, Canadá/ França, 2003 -Denys Arcand)

 



- Postado por: Delinha ?s 03h39
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