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Bem, uma amiga que amo muito me deu essa idéia... escrever alguns motivos que me tornam uma pessoa feliz, para ver se minha tristeza me dá um pouco de trégua.

Então vamos lá... Sou feliz porque...

 

Tenho um filho lindo, saudável e inteligente e cada vez que olho pra ele meu coração se enche de uma mor indescritível.

Tenho saúde, e todos que amo também tem.

Tenho pais maravilhosos, que fazem de tudo por mim e são os meus pilares na vida.

Não sou encanada com o meu corpo e sou feliz como sou.

Tive uma infância perfeita e guardo ótimas lembranças.

Tenho amigas de verdade, daquelas que dói de tanto amar,(como  Déa e Jana, que sempre estão ao meu lado cada uma de seu jeito) e tenho colegas animadíssimos para as farras da vida.

Já vivi uma (ou algumas) história(s) de amor...

Já me senti apaixonada e fui correspondida.

Amo as coisas simples.

Tenho facilidade em fazer amigos.

Não tenho vergonha de ser eu mesma.

Minha mãe cozinha tudo que gosto de comer quando vou para casa.

Adoro ler, e esse hábito já me trouxe muita coisa boa.

Adoro cantar bem alto mesmo sendo desafinada.

“Eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus...”

Estou fazendo o curso que eu queria.

Amo morar em Natal.

Não sofro de inveja.

Não guardo rancores.

Me sinto amada por muita gente.

Não tenho medo de me entregar.

Ando aprendendo com meus erros.

Me acho boa companhia.

Choro e riu sempre que tenho vontade.

Tenho meu ventilador, minha tv e dvd, e meu pc no quarto (isso me basta).

Minha casa sempre está lá a minha espera...

Mainha sempre me perdoa.

Sinto Deus sempre próximo, até na tristeza, pois faz parte...

Não gosto de magoar ninguém

Ouvir música me transporta pra inúmeros lugares.

Miojo é rápido e gostoso.

Nunca falta leite aqui em casa.

As pessoas me agüentam. ( quase sempre)

E o mais importante... sempre consigo me lembrar que outros dias virão...

- Postado por: Delinha ?s 02h50
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"...Que é ser?

É ter um corpo, um jeito, um nome?

Tenho os três. E sou?..."

Carlos Drummond de Andrade.

 

 

Não sei se sou, quem sou, o que tenho, ou o que me tem...
Ando confusa sobre o que me forma, sobre o que me faz, sobre o que constitui essa representação que agora escreve.
É exaustiva essa questão para mim. Não é nova, é presença quase que constante na minha vida, e quase sempre muito angustiante.
Já tive resultados, acho que já dei alguns pequenos passos de tartaruga, mas não sou capaz de delimitar o quanto esses resultados foram representativos na minha vida ... não sei mesmo dizer.
Ando confusa sobre eu e o mundo, sobre eu e meu lugar nele, sobre eu e meu lugar no mundo das pessoas que amo, e o lugar das pessoas que amo em meu mundo (deu pra entender?). É, está tudo muito confuso, muito enevoado, porém por vezes, as coisas se mostram numa lucidez desconcertante. Muito sonho X realidade, como nos filmes surrealistas.
Tenho estado triste, com saudade e me sentido só, muito só.
Tenho pensado sobre o valor das coisas e a importancia das pessoas.
Sinto me separada, repartida, como num quebra-cabeça. Estou em várias peças. Nossa, quero que isso passe logo, não quero ficar vendo tanta realidade crua, fantasiada de ilusão... isso enlouquece!

 


A Lucidez Perigosa

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


Clarice Lispector

 

 



- Postado por: Delinha ?s 12h12
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Saudade monocromática

 

 

Há dias em que não consigo enxergar as cores, vejo tudo em tons de cinza.

Cinza fica meu quarto, minha roupas, as pessoas na rua, os carros, as casas, os cachorros nas calçadas...

Quase sempre essa “anomalia” vem acompanhada de solidão e de um dia frio...

Adoro solidão, e adoro dias frios, mas não suporto os dois juntos, não combina. Essa junção causa sentimentos e reações estranhas, lágrimas teimam em escorrer pelo rosto, a garganta insiste em fechar com um nó complicado, e o coração bate fraquinho, fraquinho...

Hoje chorei, chorei algumas vezes, e não estou na TPM . Nada de específico me aconteceu, mas não sei ... chorei.

Saudade de casa, painho, mainha, João, Adelhinha. Saudade de colo, de carinho verdadeiro, daqueles que a gente só recebe de quem nos ama. Saudade da infância, do que vivi,  até do que não tenho vivido ...

Hoje estou triste, estou cinza, estou sem graça.

Quem sabe amanhã?

 

P.S. Ouvir um: ”Eu te amo mamãe, do tamanho do mundo” e querer por nos braços quando  só se tem a voz do telefone dói. Dói muito.

 

“Devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida...”

 (Miguel Falabella)

- Postado por: Delinha ?s 03h52
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